domingo, 29 janeiro 2012 Bebidas

[Bubble Tea] Chá Gelado de Tapioca com Leite de Coco

Eu sempre fui muito curiosa em experimentar o Bubble Tea, que é uma bebida gelada à base de chá, de origem asiática, em que no fundo são depositadas bolinhas gigantes de tapioca, o que lhe dá uma consistência muito diferente. Como eu não iria encontrar as tapioca pearls por aqui, resolvi usar sagu para substituir e acho que, mesmo não tendo provado a bebida original, o resultado ficou legal.
Eu quis começar com o que achei que era mais básico e clássico, que seria a simples mistura de chá e leite. No entanto, usei leite de coco porque desconfiei que o sabor ficasse mais interessante, mas já fiquei imaginando outras possibilidades, inclusive sem chá. Afinal, a intenção era apenas resolver essa curiosidade, porque acredito que essas pérolas de tapioca fazem qualquer bebida gelada ficar mais divertida.

Ingredientes (2 porções):
1 ou 2 saquinhos de chá preto (vai depender se quer mais forte ou mais fraco)
1 xícara de água para o chá
1/4 a 1/2 xícara de sagu (bolinhas de tapioca)
1/2 xícara de leite de coco gelado (ou 1 xícara de leite)
Açúcar ou outro adoçante a gosto
Pedras de gelo a gosto

Leve a água para ferver e prepare o chá. Adoce a gosto (se quiser, pode deixá-lo um pouco mais doce para que não tenha que adoçar mais). Deixe esfriar um pouco e reserve no freezer. Ferva uma boa quantidade de água numa panela pequena e acrescente as bolinhas de sagu. Deixe que cozinhe por cerca de 15 minutos, mexendo de vez em quando, ou até que as bolinhas fiquem translúcidas (algumas podem ficar branquinhas por dentro, não tem problema).

Escorra e em seguida enxágue, para que as bolinhas soltem um pouco. Despeje-as nos copos, deixando uma camada grossa. Coloque o leite de coco numa xícara e complete com água gelada. Na coqueteleira, ou num recipiente com tampa, misture a xícara de chá pronto com a xícara de leite de coco (ou a xícara de leite) e algumas pedras de gelo. Tampe e sacuda bem, até espumar um pouco. Prove e, se necessário, adoce, batendo mais um pouco. Despeje sobre os copos com tapioca e sirva com um canudo bem largo, para que as bolinhas possam passar (você pode conseguir esse tipo de canudo em qualquer grande lanchonete que venda milkshakes).

*Essa é uma receita base, e o sabor fica bem suave. Use sucos de frutas, outros tipos de chá ou outras bebidas de seu gosto. Caso queira testar a receita, teste antes a bebida sem a tapioca, até encontrar a sua mistura ideal.

Fonte: Vídeo em Chinese Food: How to Make Cold Bubble Tea.


13 comentrios
TAGS: , , ,
sexta-feira, 27 janeiro 2012 Pães, Quiches e Tortas

Torta de Frango e Champignon Deliciosa

Faz muitos anos que essa torta é um sucesso nos blogs e na minha casa, mas nunca tenho oportunidade de fotografá-la. Dessa vez tirei uma foto rápida, pois não poderia deixar de postá-la aqui, já que tanta gente me pede a receita. A massa é uma espécie de pão fofinho e macio, incrivelmente fácil de fazer. O recheio pode ser outro, é claro, mas eu sempre acabo fazendo com frango, pois essa é daquelas receitas do tipo “quero-agradar-o-maior-número-de-pessoas-possível”, ideal também para piqueniques. E a sua qualidade de deliciosa é tanta que já vem no título, para não deixar dúvidas.

Ingredientes:
Massa:
3 ovos grandes
3 xícaras (chá) de leite morno
10 g de fermento biológico seco instantâneo* (1 envelope)
1 colher (sopa) de sal
2 colheres (sopa) de açúcar
3 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado
1 xícara (chá) de óleo vegetal (usei de girassol)
5 e 1/2 xícaras (chá) de farinha de trigo
Parmesão ralado a gosto para cobrir (opcional, mas recomendo)

Recheio:
2 peitos de frango cozidos temperados e desfiados (sem caldo)
400 g de champignon**
1 xícara de milho verde cozido
1/2 xícara de azeitonas verdes picadas
1 lata de molho de tomate (ou 1 xícara e meia de molho caseiro)
1 copo de requeijão cremoso
Temperos e ervas a gosto

*O tempo de descanso da massa é curto, portanto use apenas o instantâneo para essa receita.
**Usei do congelado, refoguei com um pouco de manteiga só para perder o gelo e deixei escorrer bem.

Primeiro faça o recheio: misture todos os ingredientes e reserve. Prove para ver se o tempero está do seu gosto. Preaqueça o forno em 180° e unte e enfarinhe uma assadeira grande (geralmente uso uma assadeira retangular de 38x28cm).

Para a massa, bata todos os ingredientes no liquidificador, menos a farinha de trigo. Despeje a mistura numa tigela grande e vá acrescentando a farinha de trigo aos poucos, misturando bem com um fouet ou uma colher de pau, até que toda a farinha esteja bem incorporada. Observação: eu acho mais prático misturar tudo já na tigela grande e misturar bem com um fouet, batendo, e depois acrescentar a farinha de trigo, assim não você não precisa sujar o liquidificador. É uma massa um pouco pesada de misturar e de textura bem mole. Espalhe 2/3 da massa na assadeira preparada. Distribua o recheio por sobre a massa e cubra tudo com a massa que sobrou (você pode ir pingando a massa e depois espalhar levemente sobre o recheio). Deixe fermentando de 15 a 30 minutos. Cubra com parmesão ralado e leve para assar até ficar dourada (eu nunca reparo no tempo dessa torta, mas acho que varia de 20 a 40 minutos para assar). Corte em pedaços retangulares e sirva morna ou fria.

Fonte: Pecado da Gula e Iliane Brasileiro, que disseminou a receita na internet.


16 comentrios
TAGS: , , , , , , , , ,
segunda-feira, 23 janeiro 2012 Versões Caseiras

Chutney de Cebola Roxa Caramelizada

Fiz esse chutney antes de viajar em dezembro e recentemente lembrei de abri-lo. Confesso que não vi grande diferença no sabor antes e depois da maturação, então se quiser prepará-lo para o mesmo dia em que será servido, você tem o meu apoio, a menos que seja um dia em que você vá receber visitas, pois o cheiro da cebola fica por várias horas no ar. Essa é a única desvantagem de fazer este condimento em casa, pois no final você terá um complemento agridoce incrível que servirá de contraste aos sabores fortes e salgados, ótimo para usar em sanduíches, pizzas, carnes, frios, tortas e até como base para molhos.

Ingredientes:
6 cebolas roxas grandes (1 kg de cebolas sem casca)
3 colheres (sopa) de óleo de girassol
250 ml de vinagre de vinho tinto
50 ml de vinagre balsâmico
3 xícaras de açúcar mascavo
2 folhas de louro
15 a 20 pimentas-do-reino moídas ou pisadas na hora

Ingredientes que podem ser acrescentados (não usei nenhum, são opcionais): um dente de alho, cominho, tomilho, cravo, passas, mostarda, maçãs picadas.

Pique as cebolas o mais fino possível (eu passei no mandoline e usei em rodelas bem finas, mas o ideal é que você pique-as bem). Refogue-as no óleo até que fiquem macias. Junte os vinagres, o açúcar, as folhas de louro e a pimenta. Deixe ferver e depois cozinhe em fogo baixo por cerca de 1 hora, 1 hora e meia, até que as cebolas fiquem translúcidas e o líquido evapore. Fique atento, pois se o líquido evaporar muito rápido, pode queimar. Ponha o chutney ainda quente diretamente num vidro esterilizado próprio para conservas. Feche-o bem e deixe-o maturar em algum lugar escuro e fresco, ou na geladeira, por 4 a 6 semanas (a maturação é opcional). Se estiver bem fechado, ele terá uma validade de 6 meses até que seja aberto, quando deverá ser mantido na geladeira.

Fonte: Self Sufficient UK.


16 comentrios
TAGS: , , , ,
quarta-feira, 18 janeiro 2012 Pratos Salgados

Minestrone de Outono no Verão

Sem ser rigorosa na definição, o minestrone é uma sopa com muitos ingredientes, feita com uma base refogada e que deve conter legumes da estação, incluindo quase sempre feijão e algum tipo de macarrão. Esta receita é do livro A Itália de Jamie e o resultado foi perfeito, mesmo fazendo-a numa versão vegetariana. Ficou bastante encorpada e serve quase como remédio naqueles dias em que o corpo precisa de mais nutrição. Numa sopa que não possui regras, afinal você usa o que tem disponível, as únicas regras indicadas pela receita são: usar um bom caldo, fazer o refogado lentamente e observar a estação dos ingredientes.
E por falar em estação, estamos em pleno verão, mas na minha cidade é uma época em que a temperatura cai e chove ocasionalmente. Não que eu precise dessa desculpa para fazer sopa, pois o fortalezense toma sopa à noite o ano inteiro: a temperatura daqui é tão constante que isso quase não interfere nas nossas escolhas do que comer. E se eu precisasse de uma desculpa para fazer esse minestrone novamente, eu diria que essa sopa foi uma das melhores que já tomei.

Ingredientes (6-8 porções):
200-300 g de feijão cozido sem caldo (ele sugere o branco ou o italiano rajado, usei feijão preto, mas adoraria ter usado feijão verde) (separe um pouco do caldo caso seja necessário usar no final da sopa)
4 tiras de bacon (não usei, imagino que fique bom, mas não senti falta)
2 cebolas roxas pequenas, descascadas e picadas finamente
2 cenouras descascadas e picadas
2 talos de salsão (aipo) aparados e picados (não usei)
1/2 cabeça de funcho (erva-doce) picada (não usei)
3 dentes de alho descascados e picados finamente
1 punhado de manjericão fresco, folhas e talos separados (troquei por salsinha fresca)
2 latas (400 g cada) de tomates pelados
2 abobrinhas pequenas picadas (tirei a casca e o miolo esponjoso)
1 batata média descascada e picada em cubos pequenos (acrescentei, não tem na receita original)
1 xícara de milho verde cozido (acrescentei, não tem na receita original)
1 taça de vinho tinto
200 g de acelga ou espinafre, lavado e picado grosseiramente (usei espinafre congelado)
550 ml de caldo de galinha ou de presunto ou de legumes (usei de legumes)
80 g de massa de macarrão seca e curta (usei serpentini, se usar massa longa, quebre antes)
1 pedaço de queijo parmesão, para servir (não usei)
Azeite de oliva para refogar
Azeite de oliva extra-virgem para servir

Primeiro faça o refogado (soffritto): aqueça um pouco de azeite de oliva numa panela com cabo e junte o bacon (que eu não usei), a cebola, a cenoura, o salsão, o funcho, o alho e os talos de manjericão (no caso usei os talos da salsa) bem picados. Refogue lentamente em fogo baixo, com a tampa pela metade, por cerca de 15 minutos, ou até que fiquem macios, mas não escuros.
Acrescente os tomates, a batata, as abobrinhas e o vinho tinto e cozinhe em fogo brando por 15 minutos. Depois disso, acrescente o caldo e deixe cozinhando até as batatas ficarem levemente cozidas, uns 10 minutos (adicionei também um pouco de sal, já que eu não usei o bacon). Por fim, junte o espinafre (ou a acelga) e o feijão. Acrescente a massa de macarrão e deixe ferver até que a massa esteja cozida. Se for preciso, junte um pouco mais de caldo de legumes ou o caldo do feijão reservado, ajustando a consistência da sopa conforme o seu gosto. Prove e tempere com sal e pimenta. Sirva com as folhas de manjericão (usei folhas de salsinha) rasgadas por cima e um pouco de azeite de oliva extra-virgem. Se desejar, rale um pouco de parmesão sobre a sopa.

Fonte: A Itália de Jamie – Jamie Oliver.


21 comentrios
TAGS: , , , , , , ,
terça-feira, 17 janeiro 2012 Livros

Livros: A Itália de Jamie – Jamie Oliver

Na época em que este livro estava em seu auge aqui no Brasil, acredito que entre 2007 e 2008, eu não o comprei, mas fiquei com ele na cabeça por inúmeros elogios que aqui e ali eu ouvia. Quando uma livraria na cidade fechou as portas, fazendo antes uma grande promoção de livros, este foi um dos que escolhi para levar para casa.

Ele tem um estilo de edição parecido com alguns outros do mesmo autor, com fotos incríveis do David Loftus e um texto de entrada em cada receita, bem informal. A divisão do livro praticamente obedece ao serviço de um banquete italiano, começando pelos antepastos e terminando nas sobremesas, mas antes com uma introdução sobre o que seria essa “Itália de Jamie”, ou seja, a experiência gastronômica e cultural do autor no país.

E o legal do livro é exatamente este relato pessoal, como se fosse um diário de viagem de tudo que ele encontrou por lá: lugares, pessoas, ingredientes. Não se trata de um livro de receitas italiano autêntico, é claro, mas como ele próprio deixa marcado no título do livro, é a maneira como ele experimenta a Itália, assim como cada um de nós pode conhecer um pouco de um lugar através de sua comida. Até porque, e isso é um assunto constante no livro, cada família italiana tem um jeito muito próprio de fazer as coisas.

O ponto forte de A Itália de Jamie é a conversa do autor com o leitor, já característica do Jamie Oliver, tanto em seus livros como em seus programas de TV, lembrando muitas vezes um texto de blog. De ponto fraco eu apontaria apenas algumas escolhas da diagramação (dispensaria algumas páginas pretas com texto em fonte branca) e da tradução (o tradutor chega até a debochar de uma dica do Jamie Oliver), além disso, achei muito estranho não ter receitas de pães, mas no geral o livro é muito bonito e estou com várias receitas marcadas para fazer. Semana passada eu preparei uma, que já se tornou preferida e que amanhã postarei aqui.

Imagem: foto de divulgação do livro.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...


7 comentrios
TAGS: ,